domingo, 20 de setembro de 2009

Vírus que bloqueia abrir C: com o "Abrir com"

Na verdade não é um vírus, é um “worm” muito chato chamado “autorun.inf” que você pode saber mais lendo esse artigo: Ameaças da Internet - Os vírus

Já faz certo tempo que esse worm do tipo “inf” vem infernizando a minha vida no trabalho, toda vez que pedia pra abrir a unidade C: do computador, me deparava com a tela de "Abri com...". Quando quem precisava abrir a unidade C:, era eu, me virava utilizando o Explorer, mas quando era um usuário...aí a coisa complicava. Por que é como dizem... quando muda a cor da grama o burro não pasta.

Justamente por isso, tive que procurar na web uma solução que resolvesse esse probleminha e depois de testar, resolvi postar aqui no Neurônio 2.0 para ajudar os que passam por esse problema e ainda não encontram uma solução.


  • Primeiro passo:
Abra "Meu computador", clique no menu "Ferramentas" e em seguida clique em "Opções de Pasta";

Na nova janela, clique na Guia "Modo de exibição" e desmarque as opções:

  • Ocultar arquivos do sistema operacional (recomendado)
  • Ocultar as extensões de arquivos conhecidos
Certamente quando você desmarcar a primeira opção, uma janela perguntará se você tem certeza em executar essa operação, clique em sim.

Depois selecione a opção:

  • Mostrar pastas e arquivos ocultos;

Após de executar as três operações, clique no botão "Aplicar".

O arquivo autorun.inf está na unidade C: e para conseguir abrir, clique em "Iniciar", "Executar" e digite C: na caixa de texto e tecle ENTER.

Tenha cuidado com os arquivos que você vê na tela, pois muitos deles são importantes para a execução do Windows, caso você os exclua por acidente, seu computador pode não mais funcionar corretamente.

Procure entre os arquivos o "autorun.inf" e apague-o.


  • Segundo passo:
Depois de apagar o “autorun.inf”, clique novamente em "Iniciar", "Executar" e digite: regedit e tecle ENTER.

Esta nova janela também é muito importante para o funcionamento do computador, por isso muita atenção.

Procure pela chave:

HKEY_CURRENT_USER\Software\Microsoft\Windows\Curre ntVersion\Explorer e
apague a pastinha "MountPoints2"


Agora é só reiniciar o computador e verificar se o procedimento deu certo, ok?


* Nota: O autor desse mini-tutorial não se responsabiliza por qualquer dano ou perda de dados causados na execução parcial ou total de qualquer procedimento contido aqui, ficando sob responsabilidade do usuário utilizar ou não esse mini-tutorial.
domingo, 13 de setembro de 2009

XP - Breve histórico da XP

Este é o segundo artigo de uma série de post sobre "XP - Extreme Programming". Se assim desejar, leia o post anterior a este:


Extreme Programming, ou simplesmente XP é a mais conhecida metodologia de desenvolvimento de software que segue os princípios do Manifesto Ágil. Embora seu marco de criação seja o ano de 1996, a junção de princípios e boas práticas de programação são frutos de um processo de evolução de pelo menos uma década em que Kent Beck e Ward Cunningham trabalharam na Tektronixs, Inc. como consultores de problemas em SmallTalk.

Em 1996, Kent Beck foi chamado pela Chrysler para analisar o desempenho de projeto do C3 (Chrysler Comprehensive Compensation System - Sistema de Compensação Abrangente da Chrysler). O sistema era nada menos que o controle da folha de pagamento de aproximadamente 86 mil funcionários e o objetivo do projeto era unificar os quatro sistemas legados diferentes que estavam sendo usados há vinte anos. Uma tarefa um tanto difícil, mas de total importância para a Chrysler que aos poucos viu o projeto se tornar um verdadeiro caos. Havia problema em todos os processos, desde contratos irregulares a profissionais estressados e desconfiados. Foram três dias até Beck analisar todo o projeto para apresentar as seguintes opções para o CIO (Chief Information Officer) da Chrysler:

  1. deixar da forma que estava;
  2. demitir todos os funcionários e cancelar o projeto e;
  3. conceder uma semana de folga e começar o projeto do zero.
A Chrysler optou pela alternativa 3 e contratou Beck para ser responsável pelo projeto.

Depois de entrevistar várias pessoas e orientá-las no que deveriam trabalhar, Beck tinha esquematizado e nomeado as práticas básicas do XP. Os trabalhos começaram em março de 1996 e terminaram em maio de 1997, e mesmo com atraso de 2 meses por causa de mudanças de última hora nas funcionalidades do sistema, o lançamento foi um enorme sucesso (TELES, 2006).

A partir deste projeto na Chrysler liderado por Kent Beck, inúmeras equipes de desenvolvimento ao redor do mundo vêm adotando XP com sucesso, especialmente nos Estados Unidos e Europa. Aqui no Brasil, os valores e práticas veem sendo adotados desde 1998, mas ainda há poucas equipes que conduzem seus projetos utilizando a XP de forma completa (CASTRO, 2007).

Não é correto afirmar que este projeto foi o “berço” do XP, afinal seus princípios e práticas foram sendo evoluídas pelo menos durante uma década. Mas com certeza, essa foi a oportunidade que Beck teve para aplicar de forma coesa todas as práticas do XP e, além disso, foi durante este projeto que as práticas foram batizadas com os nomes atuais.
terça-feira, 8 de setembro de 2009

XP - Desenvolvimento ágil

Como a maioria dos leitores do Neurônio 2.0 sabem, estou no último semestre da graduação de Sistemas de Informação na UniFEOB de São João da Boa Vista e evidentemente que neste último ano passei a maior parte do meu tempo dedicando ao TCC.

Já abordei aqui no blog vários post sobre "Como fazer uma monografia" e pretendo continuar com esta série de post por mais um bom tempo. No entanto, como estou atarefado e como muito material pronto sobre Extreme Programming, resolvi unir o útil ao agradavél e iniciar hoje no blog o primeiro post de uma série sobre o assunto.

Para os profissionais, acadêmicos e interessados na área de TI, segue o primeiro post da nova série do Neurônio 2.0


XP (Extreme Programming) - Desenvolvimento ágil



As metodologias tradicionais de desenvolvimento foram criadas em um cenário muito diferente do atual. No cenário anterior, as limitações tecnológicas e a falta de ferramentas para a criação de softwares, tornavam o custo muito alto para o desenvolvimento e manutenção destes. Portanto, era essencial planejar e documentar todo o software para então implementá-lo (VIANA & DESCHAMPS, 2007).

Segundo Pressman (2006), essa prática de projetar todo o sistema para só então implementar é obsoleta para o cenário atual. É praticamente impossível prever com antecedência todos os detalhes de um sistema, devido às condições mutáveis de mercado e a freqüente evolução das necessidades do usuário final.

Além disso, um dos problemas no desenvolvimento de software é a enorme quantidade de detalhes que precisam ser considerados. Segundo Beck (2000, apud CASTRO, 2007), o cliente tem o conhecimento de apenas alguns aspectos do software que ele deseja e só o passará a ter o restante depois de utilizar o sistema. Portanto, o cliente não especifica todos os detalhes no início do projeto pelo simples fato de ele mesmo não os conhecer. Além disso, mesmo que ele soubesse de todos os detalhes, especificá-los em documento seria muito difícil, devido à grande quantidade de elementos que precisariam ser descritos.

Para suprir essas e outras necessidades da Engenharia de Software, Kent Beck e outros dezesseis notáveis consultores se reuniram em 2001 e criaram um novo conceito de processo de software: o desenvolvimento ágil.

O desenvolvimento ágil é uma nova metodologia criada por profissionais renomados na engenharia de software, que só conseguiram maximizar os resultados pensando e trabalhando de forma muito diferente das descritas nos livros. Embora cada um tivesse suas próprias teorias sobre desenvolvimento de software, todos concordavam que as teorias tinham algo em comum. Foi dessa forma, que eles definiram um pequeno conjunto de princípios e criaram o Manifesto para o Desenvolvimento Ágil de Software, freqüentemente chamado apenas de Manifesto Ágil. (CASTRO, 2007).

Os princípios do Manifesto Ágil são:
  • Indivíduos e interações em vez de processos e ferramentas;
  • Software funcionando em vez de documentação abrangente;
  • Colaboração do cliente em vez de negociação de contratos;
  • Resposta a modificações em vez de seguir um plano.
De acordo com Viana (VIANA & DESCHAMPS, 2007), o Manifesto Ágil não descarta os processos, ferramentas, documentações, negociações e planejamentos, mas procura dar a esses itens um valor secundário diante dos indivíduos e interações, do bom funcionamento do software, da colaboração do cliente e das respostas velozes às modificações.

Pressman (2006) afirma que o desenvolvimento ágil requer a utilização de pequenos e constantes incrementos de software, e para isso, necessita que o feedback do cliente seja o mais rápido possível.

[...] Um catalisador efetivo para o feedback do cliente é um protótipo operacional ou uma porção do sistema operacional. Assim, uma estratégia de desenvolvimento incremental deve ser instituída. [...] Essa abordagem iterativa habilita o cliente a avaliar o incremento de software regularmente, fornecer o feedback necessário à equipe de software e influenciar as adaptações do processo feitas para acomodar o feedback [...] (PRESSMAN, 2006, p. 61).

Com efeito, é possível notar nas afirmações de Pressman que a metodologia ágil mescla alguns processos das metodologias de Incremento e Prototipagem oriundos dos modelos tradicionais.

Segundo Fowler (2007, apud BORBOREMA, 2007), as duas principais diferenças entre as metodologias ágeis e as tradicionais são:

  1. Adaptativas, ao invés de previsivas – as metodologias tradicionais são resistentes a mudanças devido à excedente documentação feita com antecedência. Em contrapartida, as metodologias ágeis conseguem ser mais flexíveis, pois ajustam seus requisitos durante o desenvolvimento do software.
  2. Orientadas às pessoas, não aos processos – as metodologia ágeis não possuem processos rígidos que impõem o que as equipes devem ou não fazer. Muito pelo contrário, a equipe é estimulada a se envolver diretamente com o cliente e toma as decisões necessárias para melhor ajustar a equipe.
Leia também o próximo dessa série "XP - Extreme Programming"
 
;